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Sunday, April 11, 2010
Casshern Sins
Casshern Sins consiste num reboot de "Neo-Human Casshern", uma série dos anos 70's.
Estava bastante curioso acerca desta série, após ter visto o filme da série original em 2004. Este reboot leva a história numa direcção bastante diferente, mas creio que lhe infere uma maior profundidade.
A história revolve em torno de um mundo em ruina, populado maioriariamente por robots. Após muitos anos, Casshern aparece. Sem memória, mas acusado de ser o responsável pela devastação que varre a terra, ele tenta fazer sentido do que se passa, levando ao mesmo tempo o espectador numa viagem que explora a nossa propria mortalidade.
A profundidade das personagens é no geral bem executada, até mesmo aquelas que apenas figuram num só episódio.
O final não é telegrafado desde o inicio....aliás, nem mesmo no ultimo episódio há uma certeza de como tudo irá acabar.
Para quem já conhece outras séries de anime, esta podia-se catalogar como uma versão mais sombria de Trigun.
The Vote: 7/10. A Must See.
Wednesday, October 20, 2004
Shaman King
A história de Shaman King gira em torno de várias pessoas espalhadas pelo mundo chamadas de Shamans que são capazes de contactar com os espiritos...e usa-los para se tornarem mais fortes.
Acima disso existe um torneio que se realiza de 500 em 500 anos a fim de coroar o que irá ser o "Shaman King"...pessoa esta que receberá a benção dos "Ancient Spirits",e os poderes necessários para orientar o mundo para o seu futuro.
A personagem principal chama-se Asakura Yoh, e ele deseja ganhar o torneio para poder viver relaxado para o resto da vida.
Ao principio poderia-se dizer.."mas que motivo parvo é esse?"....mas....a verdade é que é o que muita gente gostava da vida e tenta alcançar. Trabalhar afincadamente e tirar um curso com boas notas...para depois arranjar um emprego daqueles que pagam 5000€ por mês e só se fica de papo para o ar...sem fazer nada.
E assim começam as aventuras dele, enquanto vai conhecendo e ganhando amizades enquanto se prepara para o torneio ( entre as quais o espirito de um Samurai que morreu 600 anos que se torna o seu espirito principal).
Como não poderia deixar de ser..há um vilão que tenciona criar um mundo só de Shamans....varrendo todos os seres humanos "normais" da face da terra.
Esta série impera por um bom sentido de humor com cenas mesmo de cairmos nos chão a rir...e com combates bem feitos e bem inseridos na história. Começa com combates que parecem decisivos para a história logo nos primeiros episódios...e a história parece quase viciante....
Parece que eles aprenderam com o erro de outras séries que extendiam os combates demasiado...e realmente conseguem captivar o viewer.
Infelizmente a série lá para o fim deixou de seguir a Manga(ou pelo menos assim fui informado), mas...independentemente disso, desgraçou-se completamente. O Poder deles de se fundirem com os seus espiritos evoluiu para uma espécie de Summons, e em vez dos combates normais....temos eles a invocar algo que parecem estranhos Mechas enquanto se limitam a sentar nos gigantes ombros destes mechas, e coordenam os combates.
Pior ainda é o final, que vai na onda de criar o ambiente para uma sequela, deixando demasiadas coisas por responder propositadamente adicionando até elementos com esse desígnio.
No final acaba por desiludir...mas é uma boa série...se conseguirem suportar os combates finais e a maneira como a série acaba.
Animação - 7
Apesar de por vezes demasiado infantil, quer em formas como em cores, a animação está bem feita.
Som - 7
Não há muito a salientar, as vozes estão bem desempenhadas e conseguem transmitir o humor de certas situações.
História - 6,3
Simples, com uns quantos twists interessantes...mas lá para o fim as coisas perdem-se.
Personagens - 7,3
As personagens são hilariantes....talvez a unica queixa recaia sobre a personagem da "namorada" do Yoh, a Anna, que chega a ser irritante.
Visibilidade - 6,5
Incrível como eles conseguiram que 64 episódios fossem tão bem vistos, sem parecer que a série se estava a arrastar demasiado.Pena foi terem-na assassinado no fim.
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Média - 6,8
No final de contas, se a série durante a 1ª metade não tivesse sido tão viciante esta seria uma anime que não seria muito recomendada.
Sunday, October 17, 2004
Saint Seiya (OVA)
Saint Seiya (OVA):

Criada em 1986, esta série nos seus tempos personificava uma das mais violentas animes passadas em Portugal.
Creio que deve ter sido a primeira animação passada em Portugal aonde se viam os combates depictados de tal maneira.
A história revolve à volta de um grupo de jovens, seleccionados e treinados para defender o planeta, estando cada um deles associado a uma constelação pela armadura que receberam, assim como tendo poderes a condizer com isso.
O problema desta série é que depois do capítulo inicial para recuperar uma armadura dourada, a história tornou-se muito repetitiva.
Em parte esse é o maior problema abordado nesta review que se irá focar-se nas OVA's de 1988.
Estes 4 filmes podem-se situar no final de cada capítulo da série, servindo como uma ponte entre um capítulo novo.
O problema é que para quem vir os filmes todos de uma só vez irá certamente ficar desiludido com a história.
Para quem não conheça Saint Seiya (ou em português, os Cavaleiros do Zodíaco), nem vale a pena ver isto, pois a história destes 4 filmes toma como principio que as personagens já sejam conhecidas da série. Por isso, irei abordar a review sem dar explicações de quem são as personagens em detalhe.
Apesar destes 4 filmes já terem bastante tempo, a animação não está mal realizada, condizendo com os níveis de boa animação que se considerava nos anos 80-90. Claro que hoje em dia a animação poderá parecer demasiado parada, mas no geral estava adequada à era.
O problema em si reside na história, que para quem conhece a saga, continua o mesmo. Um grupo de novos cavaleiros aparece e os nossos heróis terão que se defrontar perante eles para salvar o mundo da destruição.
Desta vez estes vilões são guiados por deuses que regressaram sob a forma humana para reinar sobre os mortais.
O dever dos Cavaleiros do Zodíaco,continua como sempre a ser, proteger a encarnação da deusa Athena, que miraculosamente, deve ser a única deusa no Panteão inteiro que não sabe lutar, e limita-se a ser capturada SEMPRE, para que os nossos heróis a salvem.
Como se não bastasse este constante desenvolvimento para a história, temos os duelos entre as personagens principais, e as forças dos vilões.
Resumindo, a acção decorre nos 4 filmes desta maneira:
O cavaleiro do Dragão, Shiriyu para vencer o seu oponente acaba por ter sempre que fazer um ataque suicída sacrificando a sua própria vida para conseguir vencer o seu oponente.Feito isto, tipicamente, ele sobrevive, mas só re-ganha consciência lá para o fim do episódio.
O Seiya como de sempre, durante os primeiros minutos é um fantoche para os ataques do adversário, até que desperta a sua *vontade de salvar Athena* e arranja forças para derrotar o seu inimigo que fica sempre espantado com o que acabou de acontecer e com o poder de Seiya.
O cavaleiro Yoga, como sempre usa o seu ataque "Diamond Dust" que ele descobre ser ineficaz, pelo que depois de ter um momento nostálgico com a sua mãe, decide usar o Aurora Thunder que aí consegue terminar a tarefa.
Até aqui...ainda fui capaz de aguentar bem...pois com as pequenas nuances que houve entre as histórias e a maneira como os combates decorriam...era suportável.
O problema maior segue-se. Shun, o cavaleiro de Andrómeda(que finalmente confirmei o ano passado como sendo um homem) vê-se SEMPRE incapaz de derrotar o seu adversário, até mesmo quando o adversário é alguem que foi rescuscitado depois de ter sido derrotado pelo próprio Shun. No entanto, ele é em todas as vezes derrotado aparecendo sempre no momento do golpe final o seu irmão Ikki, o Cavaleiro da Fénix que facilmente derrota o adversário, mas eventualmente acaba ferido às mãos de outro Cavaleiro inimigo.
Entretanto, o Seiya mais morto que vivo consegue sempre chegar até ao templo, aonde depois de receber mais um espancamento, se apercebe que tem que elevar o seu poder para conseguir vencer o adversário. Parece que os seus poderes em cada filme regressam à estaca zero, e só após ele receber um enchimento de porrada fica apto para invocar a sua maior força interior e invocar a armadura dourada de Sagitário.
A partir daí, é o que seria de esperar em qualquer outro filme do género. Ele triunfa e salva o mundo.
Pessoalmente, tenho uma certa nostálgia e carinho pela Saga dos Cavaleiros do Zodíaco, e foi só isso que me fez conseguir suportar esta repetição da história. Ao menos durante a série, estas situações não eram tão evidentes por estarem mais espaçadas.
E, em todo o caso, o primeiro filme vê-se bem. Só quando as repetições se tornam aparentes é que o ânimo começa a esmorecer. Por isso, talvez a pontuação tivesse sido mais alta se estivesse só a rever um único filme, mas achei mais adequado rever os 4 num contexto unido.
Dito isto posso concluir com a pontuação:
Animação - 5,1
Sob padrões de hoje. Na altura receberia uns 8, ou 9.
Som - 6,0
Bom "voice" acting...se bem que um bocado repetitivo.
História - 5,3
Demasiado repetitiva, e previsivel.
Personagens - 5,0
O desenvolvimento é sempre o mesmo.Acaba por ser nulo.
Visibilidade - 6,7
É Saint Seiya! E as cenas de luta sempre acabam por se ver bem.
------------
Média - 5,6
Para um fã de Saint Seiya adicionar +1,5 a estes filmes.
Criada em 1986, esta série nos seus tempos personificava uma das mais violentas animes passadas em Portugal.
Creio que deve ter sido a primeira animação passada em Portugal aonde se viam os combates depictados de tal maneira.
A história revolve à volta de um grupo de jovens, seleccionados e treinados para defender o planeta, estando cada um deles associado a uma constelação pela armadura que receberam, assim como tendo poderes a condizer com isso.
O problema desta série é que depois do capítulo inicial para recuperar uma armadura dourada, a história tornou-se muito repetitiva.
Em parte esse é o maior problema abordado nesta review que se irá focar-se nas OVA's de 1988.
Estes 4 filmes podem-se situar no final de cada capítulo da série, servindo como uma ponte entre um capítulo novo.
O problema é que para quem vir os filmes todos de uma só vez irá certamente ficar desiludido com a história.
Para quem não conheça Saint Seiya (ou em português, os Cavaleiros do Zodíaco), nem vale a pena ver isto, pois a história destes 4 filmes toma como principio que as personagens já sejam conhecidas da série. Por isso, irei abordar a review sem dar explicações de quem são as personagens em detalhe.
Apesar destes 4 filmes já terem bastante tempo, a animação não está mal realizada, condizendo com os níveis de boa animação que se considerava nos anos 80-90. Claro que hoje em dia a animação poderá parecer demasiado parada, mas no geral estava adequada à era.
O problema em si reside na história, que para quem conhece a saga, continua o mesmo. Um grupo de novos cavaleiros aparece e os nossos heróis terão que se defrontar perante eles para salvar o mundo da destruição.
Desta vez estes vilões são guiados por deuses que regressaram sob a forma humana para reinar sobre os mortais.
O dever dos Cavaleiros do Zodíaco,continua como sempre a ser, proteger a encarnação da deusa Athena, que miraculosamente, deve ser a única deusa no Panteão inteiro que não sabe lutar, e limita-se a ser capturada SEMPRE, para que os nossos heróis a salvem.
Como se não bastasse este constante desenvolvimento para a história, temos os duelos entre as personagens principais, e as forças dos vilões.
Resumindo, a acção decorre nos 4 filmes desta maneira:
O cavaleiro do Dragão, Shiriyu para vencer o seu oponente acaba por ter sempre que fazer um ataque suicída sacrificando a sua própria vida para conseguir vencer o seu oponente.Feito isto, tipicamente, ele sobrevive, mas só re-ganha consciência lá para o fim do episódio.
O Seiya como de sempre, durante os primeiros minutos é um fantoche para os ataques do adversário, até que desperta a sua *vontade de salvar Athena* e arranja forças para derrotar o seu inimigo que fica sempre espantado com o que acabou de acontecer e com o poder de Seiya.
O cavaleiro Yoga, como sempre usa o seu ataque "Diamond Dust" que ele descobre ser ineficaz, pelo que depois de ter um momento nostálgico com a sua mãe, decide usar o Aurora Thunder que aí consegue terminar a tarefa.
Até aqui...ainda fui capaz de aguentar bem...pois com as pequenas nuances que houve entre as histórias e a maneira como os combates decorriam...era suportável.
O problema maior segue-se. Shun, o cavaleiro de Andrómeda(que finalmente confirmei o ano passado como sendo um homem) vê-se SEMPRE incapaz de derrotar o seu adversário, até mesmo quando o adversário é alguem que foi rescuscitado depois de ter sido derrotado pelo próprio Shun. No entanto, ele é em todas as vezes derrotado aparecendo sempre no momento do golpe final o seu irmão Ikki, o Cavaleiro da Fénix que facilmente derrota o adversário, mas eventualmente acaba ferido às mãos de outro Cavaleiro inimigo.
Entretanto, o Seiya mais morto que vivo consegue sempre chegar até ao templo, aonde depois de receber mais um espancamento, se apercebe que tem que elevar o seu poder para conseguir vencer o adversário. Parece que os seus poderes em cada filme regressam à estaca zero, e só após ele receber um enchimento de porrada fica apto para invocar a sua maior força interior e invocar a armadura dourada de Sagitário.
A partir daí, é o que seria de esperar em qualquer outro filme do género. Ele triunfa e salva o mundo.
Pessoalmente, tenho uma certa nostálgia e carinho pela Saga dos Cavaleiros do Zodíaco, e foi só isso que me fez conseguir suportar esta repetição da história. Ao menos durante a série, estas situações não eram tão evidentes por estarem mais espaçadas.
E, em todo o caso, o primeiro filme vê-se bem. Só quando as repetições se tornam aparentes é que o ânimo começa a esmorecer. Por isso, talvez a pontuação tivesse sido mais alta se estivesse só a rever um único filme, mas achei mais adequado rever os 4 num contexto unido.
Dito isto posso concluir com a pontuação:
Animação - 5,1
Sob padrões de hoje. Na altura receberia uns 8, ou 9.
Som - 6,0
Bom "voice" acting...se bem que um bocado repetitivo.
História - 5,3
Demasiado repetitiva, e previsivel.
Personagens - 5,0
O desenvolvimento é sempre o mesmo.Acaba por ser nulo.
Visibilidade - 6,7
É Saint Seiya! E as cenas de luta sempre acabam por se ver bem.
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Média - 5,6
Para um fã de Saint Seiya adicionar +1,5 a estes filmes.
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